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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Depressão


Principais Informações


  • A depressão é um transtorno mental frequente. Em todo o mundo, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com esse transtorno.
  • A depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma importante para a carga global de doenças.
  • Mulheres são mais afetadas que homens.
  • No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio.
  • Existem vários tratamentos medicamentosos e psicológicos eficazes para depressão. 
A depressão é um transtorno comum em todo o mundo: estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram com ele. A condição é diferente das flutuações usuais de humor e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou grave, a depressão pode se tornar uma crítica condição de saúde. Ela pode causar à pessoa afetada um grande sofrimento e disfunção no trabalho, na escola ou no meio familiar. Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano - sendo essa a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos.

Embora existam tratamentos eficazes conhecidos para depressão, menos da metade das pessoas afetadas no mundo (em muitos países, menos de 10%) recebe tais tratamentos. Os obstáculos ao tratamento eficaz incluem a falta de recursos, a falta de profissionais treinados e o estigma social associado aos transtornos mentais. Outra barreira ao atendimento é a avaliação imprecisa. Em países de todos os níveis de renda, pessoas com depressão frequentemente não são diagnosticadas corretamente e outras que não têm o transtorno são muitas vezes diagnosticadas de forma inadequada, com intervenções desnecessárias.

A carga da depressão e de outras condições de saúde mental está em ascensão no mundo. Uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde, aprovada em maio de 2013, exigiu uma resposta integral e coordenada aos transtornos mentais em nível nacional.

Tipos e sintomas


Um episódio depressivo pode ser categorizado como leve, moderado ou grave, a depender da intensidade dos sintomas. Um indivíduo com um episódio depressivo leve terá alguma dificuldade em continuar um trabalho simples e atividades sociais, mas sem grande prejuízo ao funcionamento global. Durante um episódio depressivo grave, é improvável que a pessoa afetada possa continuar com atividades sociais, de trabalho ou domésticas.

Uma distinção fundamental também é feita entre depressão em pessoas que têm ou não um histórico de episódios de mania. Ambos os tipos de depressão podem ser crônicos (isto é, acontecem durante um período prolongado de tempo), com recaídas, especialmente se não forem tratados.

Transtorno depressivo recorrente: esse distúrbio envolve repetidos episódios depressivos. Durante esses episódios, a pessoa experimenta um humor deprimido, perda de interesse e prazer e energia reduzida, levando a uma diminuição das atividades em geral por pelo menos duas semanas. Muitas pessoas com depressão também sofrem com sintomas como ansiedade, distúrbios do sono e de apetite e podem ter sentimentos de culpa ou baixa autoestima, falta de concentração e até mesmo aqueles que são clinicamente inexplicáveis.

Transtorno afetivo bipolar: esse tipo de depressão consiste tipicamente na alternância entre episódios de mania e de depressão, separados por períodos de humor normal. Episódios de mania envolvem humor exaltado ou irritado, excesso de atividades, pressão de fala, autoestima inflada e uma menor necessidade de sono, bem como a aceleração do pensamento.

Fatores que contribuem e prevenção

A depressão é resultado de uma complexa interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Pessoas que passaram por eventos adversos durante a vida (desemprego, luto, trauma psicológico) são mais propensas a desenvolver depressão. A depressão pode, por sua vez, levar a mais estresse e disfunção e piorar a situação de vida da pessoa afetada e o transtorno em si.

Há relação entre a depressão e a saúde física; doenças cardiovasculares, por exemplo, podem levar à depressão e vice e versa.

Diagnóstico e tratamento


Existem tratamentos eficazes para depressão moderada e grave. Profissionais de saúde podem oferecer tratamentos psicológicos, como ativação comportamental, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia interpessoal ou medicamentos antidepressivos. Os provedores de saúde devem ter em mente a possibilidade de efeitos adversos associados aos antidepressivos, a possibilidade de oferecer um outro tipo de intervenção (por disponibilidade de conhecimentos técnicos ou do tratamento em questão) e preferências individuais. Entre os diferentes tratamentos psicológicos a serem considerados estão os individuais ou em grupo, realizados por profissionais ou terapeutas leigos supervisionados.

Os tratamentos psicossociais também são efetivos para depressão leve. Os antidepressivos podem ser eficazes no caso de depressão moderada-grave, mas não são a primeira linha de tratamento para os casos mais brandos. Esses medicamentos não devem ser usados para tratar depressão em crianças e não são, também, a primeira linha de tratamento para adolescentes. É preciso utilizá-los com cautela.

Resposta da OMS


A depressão é uma das condições prioritárias cobertas pelo Mental Health Gap Action Programme (mhGAP) da Organização Mundial da Saúde (OMS). O programa visa ajudar os países a aumentar os serviços prestados às pessoas com transtornos mentais, neurológicos e de uso de substâncias, por meio de cuidados providos por profissionais de saúde que não são especialistas em saúde mental. A iniciativa defende que, com cuidados adequados, assistência psicossocial e medicação, dezenas de milhões de pessoas com transtornos mentais, incluindo depressão, poderiam começar a levar uma vida normal - mesmo quando os recursos são escassos. 

Extraído do site da OMS (Organização Mundial de Saúde)

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Campanha Janeiro Branco 2018



Num mundo onde as pessoas estão cada vez mais preocupadas com as aparências, movidas pelo apego ao material, onde o ter está acima do ser, o prazer é colocado acima de tudo, o vazio existencial tem se instalado, aumentando o número de casos de depressão e outras psicopatologias. Em meio a essa cultura, que visa o material em detrimento do existencial, é imprescindível o cuidado pela saúde mental.

Buscando estimular esse cuidado, foi criada a campanha JANEIRO BRANCO.

A campanha surgiu em 2014, na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais. Rapidamente a ideia foi disseminada pela internet e ganhou simpatia e engajamento nacional e internacional. Os interessados podem participar de palestras sobre a importância da saúde mental, bem como mesas de debates sobre o assunto. Além disso, outra forma de contribuir com o propósito da campanha é compartilhar as imagens publicadas pelo projeto, com conteúdos informativos e motivacionais, pelas redes sociais.

Mas por que o mês de janeiro?

Há um propósito muito bem estabelecido para a escolha do mês de janeiro. O final de ano, para muitas pessoas, é um período de melancolia, pois há um momento de reflexões sobre as coisas que não conseguiram realizar, as pessoas que perderam ou outros assuntos que não tiveram o fim desejado. É no início do ano que escolhem para vivenciar um novo ciclo, executar projetos novos de vida. É intenção da campanha conscientizar essas pessoas para que coloquem a saúde mental como um desses propósitos, até mesmo uma prioridade.

E por que a cor branca?


A cor branca, tradicionalmente, para o mundo ocidental, representa a paz, a tranquilidade. É também um símbolo que representa o novo (a folha em branco de um caderno, a lousa pronta para ser escrita uma nova história). Sendo assim, é propósito da campanha, convidar o maior número de pessoas a reescreverem a sua história de vida, optando por um novo começo, comprometido não apenas com a saúde física, mas também com a saúde mental.
A saúde mental é para todos, por isso é importante quebrar os vários tabus que impedem que as pessoas vivenciem a sua existência da melhor forma. Compreendam que as tristezas são tão normais na vida humana quanto as alegrias e o equilíbrio entre elas fará do indivíduo um ser motivado a encontrar o sentido da vida. É por isso que o projeto Janeiro Branco mostra-se tão importante, possibilitando a pessoa de ter um encontro existencial consigo mesma.

Saiba mais


Para obter mais informações sobre a campanha Janeiro Branco, acesse o site do projeto: www.janeirobranco.com.br